Os dentes possuem a substância mais dura do corpo humano (esmalte) e representam também, a estrutura de maior tempo de formação, quando comparados e relacionados aos outros tecidos humanos.
Apesar desta base teórica ser bastante simplista para um tema de monografia ou de um TCC em Odontologia, seu conteúdo sem dúvida deverá estar presente em qualquer monografia de Graduação, e em alguns casos mesmo em monografias de pós-graduação no ramo.
Quando formados, os dentes, apresentam suas coroas, em termos dimensionais, com seu tamanho e formatos definitivos. Este fato é bastante significativo em função de que as estruturas circunjacentes passarão pelo processo de aumento proporcional ao avanço da idade do indivíduo. Esta assincronia gera situações de aparência complexa e às vezes não harmoniosas; que são inerentes ao desenvolvimento da oclusão dentaria. A Alpha Pesquisa em monografias de Odontologia realizou este artigo visando oferecer mais embasamento para alunos na seleção de seus temas de monografia e tcc
Segundo Petrelli (1992), é interessante observar que as coroas dos dentes são formadas, iniicialmente, na região que futuramente acomodara as suas próprias raízes.
O sistema dentário humano é difiodonte (duas dentições: decídua e permanente). A necessidade destas duas dentições é explicada pelo fato de que os dentes decíduos, uma vez formados, não aumentam de tamanho, ficando, com o correr do tempo, em flagrante discrepância com as bases ósseas, que sofrem crescimento. Daí a necessidade de uma segunda dentição, a permanente, com dentes maiores em dimensão e número.
A dentição decídua tem início de sua formação durante as seis primeiras semanas de vida intra-uterina. A erupção dos primeiros dentes decíduos se dá por volta dos seis meses de idade. O término ocorre, normalmente, cerca de vinte e quatro a trinta meses após o nascimento da criança, quando os segundos molares decíduos entram em oclusão. Esta singela base é bastante útil para a pesquisa bibliografica do TCC ou da monografia de Odontologia
As arcadas dentárias, nesta fase, apresentam-se em forma semicircular ou ovóide, havendo a presença ou não de diastemas entre os dentes. É importante notar que as arcadas dentárias apresentam menor variabilidade em sua forma do que as permanentes. Em contrapartida a este temos, o fato de que na dentadura permanente, os dentes, estão orientados (sentido axial) quase que perpendicularmente ao plano oclusal. Os dentes inferiores ocluem suavemente por lingual em relação aos superiores.
Os dentes molares decíduos têm uma ampla área de contato para fazer face ao ato da trituração dos alimentos. É interessante notar, que existem uma considerável variação dimensional nas coroas dos dentes 2º molares decíduos.
Poucas alterações costumam ocorrer na dentição decídua no período que vai dos dois anos e meio aos cinco anos de idade Isto se aplica ás posições dentárias individuais e também à relação transversa e sagital das arcadas. Neste período os dentes permanentes estão fazendo sua formação intra-óssea:
- Molares permanentes estão em formação em situação espacial sempre posterior ao último decíduo;
- Os incisivos permanentes estão localizados por lingual em relação às raízes de seus predecessores.
- De acordo com Moyers, a forma básica das arcadas é determinada, até o quarto mês de vida intra-uterina, pelos germes dentários em desenvolvimento e pelo osso basal em desenvolvimento. Nesta mesma época, a língua adapta-se ao espaço que vai’, gradativamente aumentando.
- Após a erupção dos dentes decíduos, o arco formado pelas coroas dentárias é sempre alterado pela atividade muscular, embora sua forma inicial não seja determinada pelos músculos.
- Para Figun & Garido, os dentes decíduos durante seu período de existência na cavidade bucal, cumprem funções de ordem fisiológicas e biológicas.
Funções de ordem fisiológicas:
- Ações mastigatórias;
- Estabelecimento de uma linha e de um plano oclusal;
- Manutenção da dimensão vertical;
- Início da fonação;
- Manutenção do espaço necessário para a correta erupção dos dentes permanentes.
Funções biológicas:
- Ação estimulante no crescimento ósseo alveolar dos maxilares;
- Atuação no processo de erupção dos futuros dentes permanentes, pela relação de proximidade que têm com os mesmos.
A dentição decídua é composta de vinte dentes em cada arcada. A erupção ocorre seqüencialmente (incisivos centrais inferiores, incisivos centrai superiores, incisivos laterais superiores, incisivos laterais inferiores, 1º molares superiores e os inferiores, caninos superiores e inferiores, 2º molares superiores e inferiores) e, acedida que surgem os dentes, os músculos aprendem a efetuar os movimentos oclusais funcionais necessários.
Existem diastemas generalizados na região anterior, sendo que o espaço mais amplo, denominados “primatas”, podem, ocorrer em mesial dos dentes caninos decíduos superiores e em distal dos caninos decíduos inferiores. Segundo Petrelli (1992 ), os dentes decíduos inferiores são, geralmente, um pouco maiores do que os superiores, dando origem a um plano terminal reto, típico da porção posterior final da dentição decídua. Este paragrafo dissertativo tem bastante interesse na area de Biologia Evolutiva
Desarmonias no padrão esqueletal, hábitos inadequados de sucção e processos cariosos interproximais podem produzir um degrau no plano terminal. Este degrau pode ser do tipo “mesial “ou “distal.” O plano terminal determinado pelos 2º molares decíduos (retos ou em degrau mesial ou distal ) exerce influência sobre o futuro posicionamento dos 1º molares permanentes, antes e após o seu processo de erupção.
No entender de Moyers, o período de dentição mista é aquele em que os dentes decíduos e permanentes estão na boca simultaneamente. O início deste período é marcado pela erupção dos 1º molares permanentes. Estes dentes têm sua guia de erupção na arcada determinada pelas superfícies distais dos 2º molares decíduos.
Os 1º molares permanentes são considerados “peças chaves” para o estabelecimento de uma oclusão dentária definitiva dentro dos padrões de normalidade.
Os planos terminais dos 2º molares decíduos determinam o tipo de relacionamento dos1º molares permanentes. Angle foi o autor do sistema de classificação que se baseia nas relações anteroposteriores dos 1º molares superiores e inferiores entre si.
Ainda de acordo com Moyers, os dentes permanentes que irão fazer seu processo de erupção nesta e, após esta fase, são classificados em duas categorias:
Dentes sucessores: aqueles que substituem os decíduos existentes anteriormente na arcada. É o caso dos dentes incisivos, caninos e pré-molares permanentes.
Dentes adicionais: aqueles que fazem seu processo de erupção na região situada, na arcada, posteriormente aos2º molares decíduos. É o caso dos dentes molares: 1º, 2º e 3º.
A ortodontia tem a possibilidade de poder, com o uso de recursos terapêuticos de sua área de atuação e com o auxilio complementar, quando necessário, de especialidades como a fonoaudiologia e a otorrinolaringologia, administrar e orientar o correto crescimento e desenvolvimento dento- ósteo-craniofacial de uma criança.
A fase da dentição mista é aquela em que, pela própria dinâmica das modificações que se processam, aumenta a possibilidade de ocorrência de anomalias nesta região.
Este estágio intermediário ou de “dentição mista “é aquele que possibilita grandes possibilidades de início oportuno e tempestivo de tratamento. Acha o autor que pelas características próprias pertinentes ao citado estágio, a maioria dos tratamentos deveria ser iniciada nesta época.
Em seus estudos Petrell (1992) menciona classificação feita por Barnett, em 1978. Nela, relaciona-se a idade cronológica, dividida em cinco estágios, às características do desenvolvimento da oclusão dentária. Esta classificação é efetuada a partir do ponto de vista de observação clinica.
- 3 anos – 1º estágio – Dentição decídua
- 6 anos – 2º estágio – Erupção dos dentes 1ºs molares permanentes.
- 6 a 9 anos – 3º estágio – Troca dos dentes incisivos.
- 9 a 12 anos – 4º estágio – Troca dos dentes dos segmentos laterais das arcadas.
- 12 anos – 5º estágio – Erupção dos dentes 2ºs molares permanentes.
Perelli (1992), considera que com a esfoliação e queda do último molar decíduo, termina a fase da dentição mista e se completa a dentadura permanente do ser humano. Isto ocorre, normalmente, por volta dos 12/13 anos de idade, estando presentes todos os dentes permanentes, exceto os 3ºs molares, que nesta época ainda estão com seus germes em processo intra-ósseo de formação.
Ultrapassada a fase da dentição mista termos, finalmente, arcadas que contém somente dentes permanentes. Quando completa (inclusive a erupção dos 3ºs molares), a arcada humana é composta por 32 dentes, 16 superiores, sendo oito em cada hemiarcada. Estes dentes são divididos em vários grupos:
- Grupo dos incisivos.
- Grupo dos caninos.
- Grupo dos pré-molares.
- Grupo dos molares.

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